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Futebol / Benfica mais líder sob a batuta do maestro Pizzi. Benfica 2-0 Rio Ave

Benfica mais líder sob a batuta do maestro Pizzi. Benfica 2-0 Rio Ave

Este fim de tarde, no Estádio da Luz, o Benfica recebeu e venceu o Rio Ave por 2-0. Os golos foram apontados por Mitroglou, aos 14 minutos, e por Pizzi, aos 42.

O Benfica entrou muito forte no jogo, a impor, logo desde início, um ritmo alto na partida, com trocas de bola rápidas entre os três avançados mais móveis (Rafa, Cervi e Gonçalo Guedes), sempre na procura de espaço nas costas da defesa contrária, que estava a jogar muito subida.

De destacar um bom início de partida, com um par de jogadas de perigo, sempre com Pizzi, que bateu um livre na sequência do qual Luisão cabeceou ao lado, no controlo do esférico. Cervi e Rafa estiveram sempre ativos nas alas a criar roturas e desequilíbrios na defesa vilacondense. Num desses lances, Cervi serviu bem Mitroglou, que à entrada da área, rematou ao lado.

Luís Castro via a sua equipa perdida no relvado, ao não conseguir suster o caudal ofensivo das águias. Pizzi, sempre ligado à corrente, testou atenção de Cássio com um remate forte a entrada da área após excelente jogada de envolvimento colectivo.

Não ia tardar muito a materialização em golo por parte do Benfica das chances que ia criando: Primeiro, Mitroglou recebe um cruzamento já dentro da área, atrapalha-se com um central e tentou marcar de calcanhar; a bola ressalta em Vilas Boas e vai parar aos pés de Pizzi, que falha o remate e faz uma assistência para Mitroglou, que, no cara a cara com Cássio, não desperdiçou e abriu o activo. 1-0.

Os homens de Rui Vitória não pareciam contentes com o primeiro golo, pelo que foram em busca do segundo. Primeiro, Luisão tentou um chapéu do meio campo, mas a bola acabou por sair por cima da baliza. Logo de seguida, foi Mitroglou que, numa jogada individual da direita para o centro, passou por vários adversários com simulações, mas depois atirou fraco à figura de Cássio.

Após 20 minutos demolidores dos encarnados, o Rio Ave começou a soltar-se das amarras e a jogar um bom futebol, ao primeiro toque e com várias desmarcações, com os laterais a envolverem-se mais e a chegarem a efectuar alguns cruzamentos perigosos, mas a defesa do Benfica sempre atenta controlou bem todos os lances.

Quando todos já pensavam no intervalo, Pizzi, numa excelente jogada individual, onde, pelo centro do terreno, passa por vários adversários, combina bem com Rafa e, após uma última simulação, fica na cara de Cássio e, com classe, pica a bola por cima do guarda-redes. A Luz explodia de alegria com um golaço. 2-0.

Na segunda parte assistimos a um jogo dividido entre as duas equipas ,sem grandes superioridades de parte a parte; bola também dividida, mas eram poucas as ocasiões de golo. De ressalvar apenas uma boa jogada de Rúben Ribeiro que, descaído sobre o lado esquerdo, executou um remate forte e colocado que Ederson defendeu.

O maior destaque do segundo tempo vai mesmo para a ovação de Jonas no seu regresso à Luz, onde quis mostrar serviço e foi algo egoísta em algumas jogadas. Acaba por ser compreensível pela ausência e a “sede” de querer marcar um golo para agradecer todos os festejos efusivos dos seus adeptos.

O Benfica vence o seu terceiro jogo consecutivo e volta a ter quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, o FC Porto, e fica agora à espera do jogo do Sporting, que, à condição, está a 11 pontos do primeiro posto.

Melhor em campo:

Pizzi

Aqui, não existem grandes dúvidas: naturalmente, teria que ser o transmontano Pizzi o melhor em campo, não só pelo golo de belo efeito, mas também pela assistência, ainda que involuntária. Esteve em praticamente todos os lances de perigo do Benfica, tendo acabado expulso propositadamente para poder jogar em Guimarães na próxima jornada do campeonato.

 

Equipas:

 Ederson, Nélson Semedo, Luisão (cap.), Lindelof, André Almeida, Fejsa, Pizzi, Rafa (Jonas, 66min), Cervi, Gonçalo Guedes (Carrillo, 82min) e Mitroglou (Raúl, 76min).

 

 

 

 

  Cássio, Pedrinho, Roderick, Vilas Boas, Rafa Soares, Wakaso, Filipe Augusto (Tarantini, int.), Krovinovic (Gil Dias, int.), Rúben Ribeiro, Héldon e Guedes (Yazalde, 73min).

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