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Futebol / Boavista 1-2 Vitória SC (após prolongamento): “velho clássico” muito intenso com triunfo minhoto

Boavista 1-2 Vitória SC (após prolongamento): “velho clássico” muito intenso com triunfo minhoto

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Na passada noite de domingo, Boavista e Vitória discutiram no Estádio do Bessa a última vaga para os oitavos-de-final da Taça de Portugal, com o conjunto de Guimarães a levar a melhor, vencendo por duas bolas a uma com recurso a prolongamento.

Mais uma vez, o duelo entre portuenses e minhotos foi “quentinho”, com lances polémicos, muitas “picardias” dentro das quatro linhas e com um grande ambiente nas bancadas, em que ambas as massas associativas apoiaram incondicionalmente as respetivas equipas, com uma enorme falange de apoio que viajou desde Guimarães, cerca de 4 mil adeptos vitorianos!

Antes do início do encontro, um momento bonito protagonizado pelos jogadores do Boavista, com os mesmos a entrarem em campo com a camisola do companheiro Edu, que recentemente foi diagnosticado com uma doença oncológica. Posteriormente, o atleta em questão foi abraçado por todos os companheiros, algo que deixou o mesmo, naturalmente, emocionado.

Pois bem, minutos mais tarde, o árbitro Jorge Sousa deu o apito inicial da partida e, a partir daqui, a rivalidade entre boavisteiros e vitorianos fez-se sentir do princípio ao fim, tanto dentro do terreno de jogo como nas bancadas… O desafio começou com equilíbrio, sucedendo-se oportunidades para ambas as partes, com a turma da casa a entrar no jogo com uma postura bastante pressionante e agressiva no bom sentido. Há passagem do minuto 27, um lance entre Carraça e João Pedro, na área do Boavista, resulta na marcação de uma grande penalidade favorável aos visitantes, com o esférico a ressaltar no braço do jogador da casa. Chamado a converter, Tiquinho Soares não desperdiçou e abriu o marcador favorável ao Vitória.

Os homens da casa reagiram, foram criando oportunidades mas, o conjunto de Pedro Martins também não se deixou “adormecer” com a vantagem e foi, de quando em vez, incomodando a baliza boavisteira. O que é certo é que até ao intervalo o marcador não mais se alterou, tendo o encontro chegado ao descanso com a vantagem vitoriana pela margem mínima.

A etapa complementar prometia e os homens de Miguel Leal não fizeram por menos, entrando bem no segundo tempo, claramente à procura de reestabelecerem a igualdade o mais rápido possível. Aos 52 minutos, Schembri até chega a colocar o esférico dentro da baliza vimaranense mas, o árbitro Jorge Sousa já haveria apitado para grande penalidade por alegada mão de Bruno Gaspar. No entanto, o árbitro da partida acaba por voltar atrás na sua decisão e de forma correta, não sendo então assinalado o castigo máximo.

Contudo, Schembri acabaria mesmo por fazer o golo do empate aos 56 minutos, rematando à meia volta para o fundo das redes da baliza à guarda de Miguel Silva, deixando o guardião visitante sem reação. A partir daqui, os axadrezados foram tendo mais dificuldades em controlar o desafio, sucedendo-se oportunidades para ambos os conjuntos. O minuto 90 acaba por ser determinante, pois o Boavista fica reduzido a dez elementos por expulsão de Lucas Tagliapietra, que viu o segundo cartão amarelo após falta sobre Raphinha.

No final do tempo regulamentar, o marcador assinalava igualdade a uma bola e, desta forma, havia necessidade de prolongamento para decidir quem seguia para a próxima fase da prova rainha.

Com mais uma unidade em campo, a formação vitoriana foi claramente dominadora durante o período suplementar mas, o golo do triunfo chegou apenas já muito perto do final, mais concretamente aos 118 minutos, na transformação de um livre, em que Hurtado atirou direto para o fundo das redes da baliza à guarda de Agayev.

No final, triunfo vimaranense pela margem mínima mas, com “mosquitos por cordas” após o apito final, em que Idriss Mandiang, do Boavista, acaba expulso com vermelho direto, numa enorme confusão entre jogadores de ambas as equipas, com o guarda-redes Miguel Silva a também ser admoestado, mas este com cartolina amarela.

O Vitória Sport Clube segue então para os oitavos-de-final da Taça de Portugal, continuando assim a sonhar com o Jamor, deixando pelo caminho o seu rival que, diga-se de passagem, se bateu muito bem e só quando se viu com menos um homem é que acabou por ir um pouco abaixo, permitindo que o Vitória controlasse os acontecimentos.

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