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Futebol / Chelsea perde em Nápoles (3-1) e compromete continuidade na Champions

Chelsea perde em Nápoles (3-1) e compromete continuidade na Champions

Da “cadeira de sonho” no Dragão a um “cadeirão de pesadelo” em Stamford Bridge em pouco mais de seis meses. Se já não estava fácil a vida de André Villas Boas ao comendo do Chelsea, pior ficou depois da derrota desta terça-feira frente ao Nápoles, por 3-1, na primeira-mão dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões, comprometendo a continuidade na principal prova europeia de clubes, e graças a uma noite tremenda dos “3 tenores” da frente de ataque: o uruguaio Cavani, o argentino Lavezzi e o eslovaco Hamšík. O Nápoles deu um passo decisivo no primeiro jogo e confirmou a maldição do estádio de San Paolo, onde nenhuma equipa vence para as competições europeias desde 1994.

Com os internacionais portugueses Raul Meireles e Bosingwa no “onze” inicial, Villas Boas estava à partida privado de John Terry, que será esta quarta-feira submetido a uma intervenção cirúrgica ao joelho direito, afastando-o dos relvados por, pelo menos, dois meses. Frank Lampard e Fernando Torres também não alinharam de início e o técnico português, logo aos 12 minutos teve de recorrer a Ashley Cole (que não estava nas plenas condições para esta partida) para substituir o lesionado Bosingwa (suspeita-se de lesão muscular). Várias contrariedades logo à partida parecem ter estimulado o conjunto italiano que desde início assumiu o controlo da partida.

O Nápoles poderia ter inaugurado o marcador logo aos 10 minutos quando o guarda-redes Petr Čech brilhou só com Cavani pela frente. Nove minutos mais tarde foi a vez do extremo direito Maggio rematou cruzado para nova defesa de Čech, depois de um passe letal de Lavezzi. Contra a corrente do jogo, o Chelsea acaba por chegar à vantagem. 26 minutos e depois de uma jogada rápida de ataque, Sturridge coloca a bola na área onde estava Paolo Cannavaro que falha o corte e permite a Juan Mata, que apareceu isolado frente a De Sanctis apontar o 0-1. Demasiado permissivo, o sector mais recuado dos britânicos dava espaço aos avançados italianos e não foi por isso de estranhar que tenham chegado ao empate. Aos 37 minutos, Lavezzi recebeu na entrada da área, domina a bola para o pé direito e num remate curvado bate Čech pela primeira vez. A primeira parte termina mas não sem antes os italianos se colocarem em vantagem. No primeiro minuto de compensação da etapa inicial, deu até para Cavani inventar. Cruzamento largo de Maggio e o uruguaio, perante a passividade contrária, coloca o ombro à bola, fazendo o 2-1.

No segundo tempo não houve grandes variações, com o conjunto napolitano interessado em manter o ritmo de jogo. E quase ampliou nos minutos iniciais, quando Cavani aproveitou um erro de Raul Meireles e deixou Lavezzi na cara da Čech mas rematou ligeiramente ao lado. Numa noite em que quase tudo falhou, tempo ainda para o 3-1 final quando aos 65 minutos Cavani recebeu um passe em profundidade, e depois de ter ganho um ressalto a David Luiz aproveitou a saída disparatada do guarda-redes checo para servir Lavezzi que perante uma baliza vazia não teve dificuldade em apontar o seu segundo golo da noite. Logo após o final do encontro, a imprensa inglesa mostrou o seu desagrado com as opções de Villas Boas que a perder por 3-1 aposta em Essien e Lampard, deixando homens mais ofensivos como Torres e Kalou no banco de suplentes.

A segunda mão joga-se no dia 14 de Março, mas os “blues” têm contra si, além do resultado, a história. É que nenhuma equipa inglesa conseguiu, na competição, inverter uma derrota por 3-1 no primeiro jogo.

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