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Futebol / Crystal Palace 0-1 Chelsea | Os ‘Blues’ já só sabem ganhar

Crystal Palace 0-1 Chelsea | Os ‘Blues’ já só sabem ganhar

Estamos na presença de um seriíssimo candidato ao título de campeão inglês.

No jogo de abertura da 17.ª jornada da Premier League, o Chelsea voltou a vencer, desta feita no terreno do Crystal Palace (0-1). Sem terem feito um jogo brilhante, os forasteiros acabaram por ser a equipa mais consistente em campo, pelo que esta é uma vitória que não merece qualquer tipo de contestação.

Diego Costa voltou a estar em evidência, ao ter marcado o único golo da partida

Como já se esperava, o duelo que opôs Crystal Palace a Chelsea foi marcado pelo equilíbrio, equilíbrio este que foi particularmente evidente nos minutos iniciais. Os da casa entraram em campo com vontade de fazer melhor do que a derrota sofrida – também em casa – a meio da semana diante do Manchester United de José Mourinho (1-2), exercendo uma pressão alta e dificultando a saída do adversário para o ataque, que via os seus principais desequilibradores – Hazard e Willian – vigiados de perto pela defensiva do Palace. Do mesmo modo, também Nemanja Matić e N’Golo Kanté mal tinham espaço para respirar, o que muito se deveu à agressividade (principalmente) de Cabaye e de McArthur, que disputavam cada lance como se fosse o último.

De um modo geral, pode-se dizer que, no primeiro quarto de hora, os Blues foram totalmente neutralizados por um adversário que se apresentava num 4-1-4-1 em fase defensiva e que se desdobrava num 4-3-3 quando saía para o ataque. Contudo, era lógico que, por muito boa vontade que tivessem, os homens da casa não iriam conseguir levar a cabo tão asfixiante pressão durante noventa minutos, pelo que foi com relativa naturalidade que, a partir do quarto de hora de jogo, o Chelsea se começou a libertar das amarras do adversário e a assumir a iniciativa, optando pelo ataque organizado, em contraste com a preferência do Palace por saídas rápidas, numa tentativa de surpreender o opositor.

Quase em cima do intervalo, numa altura em que o domínio dos londrinos se ia acentuando, o agora defesa central César Azpilicueta protagonizou uma grande subida ao ataque, que culminou num cruzamento com conta, peso e medida para a cabeça de Diego Costa, que não desperdiçou a oportunidade de ouro para marcar, aproveitando alguma passividade do guarda-redes Wayne Hennessey, que poderia, porventura, ter intercetado o cruzamento que esteve na origem do golo. Deste modo, foi com um (definitivo) 0-1 que se chegou ao final do primeiro tempo.

Na segunda parte, assistiu-se a um jogo mais pausado, principalmente da parte do Chelsea, que procurou, mais do que ampliar a vantagem, sobretudo manter a magra que tinha. Com mais posse de bola, os da casa iam tentando chegar ao golo do empate, mas a falta de criatividade era tal que as entradas na área adversária mal existiam. De facto, apesar de passarem mais tempo com a bola, as águias trocavam-na de forma lenta e previsível, o que deveras servia as ambições dos visitantes.

Sem o resultado se ter alterado, a melhor oportunidade da segunda metade acabou por pertencer ao Chelsea, que viu o sensacional livre de Marcos Alonso embater em cheio na trave, quando já estavam jogados mais de 80 minutos. A pouca sorte dos Blues neste lance ainda fez alguns adeptos pensarem que os anfitriões poderiam chegar ao empate, mas a verdade é que a maturidade do conjunto que lidera a Premier League acabou por falar mais alto nos minutos finais, não tendo havido lugar a surpresas.

Este é um Chelsea totalmente novo. São já 11 vitórias na Premier League e 25 golos marcados e apenas dois sofridos nesses 11 triunfos. Conte parece ter recuperado o espírito vencedor de um plantel que, a esta altura, é o mais forte candidato à conquista daquela que é vista por muitos como a melhor liga do mundo. Veremos por mais quantos jogos se estenderá esta série positiva. Certo é que, atualmente, o Chelsea parece não saber fazer mais nada senão ganhar.

Com mais um jogo disputado, o Chelsea lidera a classificação a nove pontos de distância do segundo

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