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Futebol / FC Porto: Dragões passam Évian com satisfaz menos

FC Porto: Dragões passam Évian com satisfaz menos

FC Porto terminou estágio na Suíça com vitória por 1-0 sobre o Évian TG. Golo portista foi apontado por Maicon perto do final do encontro.

Surpreendente e previsível: estes dois adjetivos servem para caraterizar a apresentação do FC Porto na primeira parte. Assim, como surpreendente aponta-se a utilização de Djalma como lateral direito e de Mangala no lado contrário da defesa portista. O adjetivo previsível encaixa-se de seguida: devido à falta de rotinas no lugar, os jogadores revelaram muitos problemas para controlarem os seus flancos e adversários.

Analisando o jogo, pode dizer-se que foi uma exibição cinzenta do campeão português, que criou muito poucas ocasiões de golo. À exceção de Djalma, Mangala e James, o onze do FC Porto que defrontou o Évian TG foi o mesmo que venceu o Servette por 2-0.

O jogo começou com bons pormenores de Atsu, que começa a justificar o interesse de Vítor Pereira em mantê-lo na equipa A do Dragão. Aos 7 minutos, depois de uma jogada individual, o jogador ganês atirou por cima sem qualquer perigo.

A partir dos 10 minutos de jogo, a equipa portista abrandou o seu jogo, começou a ceder mais espaço, sobretudo, no seu setor defensivo, onde se sentiram muito as adaptações de Djalma e de Mangala. No caso do primeiro, o problema estava nas subidas não acompanhadas pelas respetivas descidas. No caso de Mangala, o problema era outro: as rotinas de central obrigaram o francês a fechar junto a Otamendi e Maicon, criando um grande vazio no corredor lateral. Além disso, o central adaptado revelou falta de agressividade a atacar as bolas e o adversário, o que se explica pela inexperiência na posição.

Aos 14 minutos, Helton defendeu com segurança um bom remate do Évian. No minuto seguinte, surgiu o momento mais feio do jogo: Sagbo, jogador do clube francês, teve uma entrada duríssima sobre Otamendi. Num jogo oficial, aquela “tesoura” teria valido expulsão com direito a suspensão de 5 ou 6 jogos.

A inexperiência de Djalma no lado direito da defesa também se sentiu na falta de dinâmica ofensiva. Em alguns momentos do jogo, o atleta parecia um pouco perdido, o que obrigava o central Maicon a descair mais para a faixa, provocando, assim, mais brechas no centro da defesa portuguesa. Neste particular, importa elogiar o trabalho de Fernando, que procurou sempre compensar alguma falha dos colegas da defesa.

Entre os 20 e 0s 25 minutos, o FC Porto conseguiu criar algumas jogadas interessantes, sobretudo, devido à ação de Atsu, James e Fernando, sempre incansável.

Aos 26 minutos, o agressivo Sagbo desferiu um bom remate que obrigou Helton a defesa complicada. A partir daqui, o Évian subiu mais no terreno e tomou conta do jogo, tendo a hipótese de se adiantar aos 32 minutos, quando Bugnet obrigou Helton à defesa da tarde.

A primeira parte terminou com o ascendente do Évian.

Trocando apenas Fabiano e Iturbe por Helton e Atsu ao intervalo, Vítor Pereira queria perceber a evolução da equipa. Contudo, logo a abrir o segundo tempo, o guardião Fabiano, contratado ao Olhanense, fez uma excelente defesa perante M´Madi. A evolução era negativa.

Aos 56 minutos, Vítor Pereira decidiu fazer entrar três jogadores de uma só vez: Janko, David e André Castro. Estes jogadores substituíram Kléber, Djalma e Defour. Estas alterações visavam sobretudo perceber a evolução dos jogadores menos utilizados. O sistema tático não se alterou, mas o FC Porto foi perdendo espaço. A falta de entrosamento dificultou as ligações entre o meio-campo e o ataque.

Com a entrada de Daniel Wass, jogador vendido pelo SL Benfica, o meio-campo do Évian tornou-se mais acutilante, criando mais espaço na área contrária. Entretanto, no FC Porto, tempo para a saída de James, Lucho e Fernando. Para os seus lugares entraram Kelvin, Mikel e Pedro Moreira.

Aos 69 minutos, Wass criou uma situação de algum perigo. Dois minutos depois, o jogador dinamarquês voltou a mostrar-se muito interventivo. O FC Porto parecia um pouco perdido. Apenas Iturbe ia dando “esticões” no jogo, porém, não conseguia assumir as rédeas da equipa portuense.

O jogo entrou numa fase muito “mastigada” e não se criaram quaisquer oportunidades de golo. Aos 79 minutos, contudo, Fabiano foi obrigado novamente a uma grande intervenção. O brasileiro manteve o FC Porto no jogo.

A acabar, Janko saiu lesionado. Para o seu lugar entrou novamente Kléber.

Aos 87 minutos, na cobrança de um livre direto à entrada da área, Maicon desferiu um remate em arco que sobrevoou a barreira do Évian e se anichou nas redes da equipa francesa.

O FC Porto ganhou assim o jogo. Numa partida com muitas experimentações, destaque para a ausência do reforço Martínez e para a exibição de Maicon, que, a par de Otamendi, criou uma boa parede no centro da defesa portista.

Moral do jogo: quando os internacionais regressarem, o FC Porto será novamente uma equipa temível e muito forte. Hoje, apesar de ganhar, foi vulnerável.

Onze do FC Porto: Helton; Djalma, Maicon, Otamendi e Mangala; Fernando, Lucho e Defour; James, Kléber e Atsu

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