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Futebol / FC Porto sem metade dos titulares mas candidato ao título

FC Porto sem metade dos titulares mas candidato ao título

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Na antevisão do jogo com o Vitória de Guimarães – que decorrerá amanhã, 15-08-2015, pelas 20:45, com transmissão na Sport TV – o treinador portista, Julen Lopetegui, reafirma a luta pelo título deixando contudo a ressalva “saíram metade dos titulares”. Certamente estas declarações terão apenas o intuito de reduzir a pressão sobre os seus jogadores, vindas de fora do balneário. Sim, houve alterações, mas vejamos:

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Jackson: nem Aboubakar, nem Osvaldo serão capazes de fazer esquecer as qualidades do colombiano, tão completo é, mas não será essa a sua função. Dois avançados de características diferentes, extremamente capazes diante das balizas dos seus adversários; prometem golos!

Quaresma, fortemente aplaudido por muitos, um extremo vistoso (no seu egocentrismo também), não fará falta a um colectivo que verá em Tello um elemento mais pro activo e entrosado, um elemento que lê e premeia os esforços dos seus colegas, promovendo o sucesso: marcar!

(Comparativo dos dois jogadores):
Quaresma: total de 43 jogos (2486 minutos) – 10 golos – 7 assistências
Tello: total de 37 aparições (2122 minutos) – 8 golos – 11 assistencias

Oliver e Casemiro, absolutamente fulcrais a época passada, é certo, vêem-se sucedidos por um portento físico francês, com excelentes capacidades técnicas e leitura de jogo. Não sendo eu um que goste de tecer comparações, “o novo x”, não consigo deixar de ver no jovem Imbula, a classe de outro grande: Yayá Touré.

Danilo / Maxi. As capacidades de ambos são diferentes, é certo, mas a disponibilidade física esta lá.

Fabiano / Casillas. Reforço pouco esperado, tal como o lateral direito ex – Benfica, dispensa qualquer introdução.

De forma quase transversal o Porto manteve ou reforçou a capacidade física da sua equipa nos diversos sectores. Os jogadores, na sua maioria já estão familiarizados com as ideias do seu treinador, e este pode ser um factor de estabilidade importante. A pressão está do lado dele.

Além disso, o seu rival directo, o Benfica, encontra-se fragilizado com a mudança de treinador (que ainda não definiu uma ideia de jogo clara) e numa incerteza quanto a quem sairá ou reforçará o plantel.

O Sporting (tal como o Porto), por outro lado, feriu o orgulho do gigante encarnado, reforçou – se bem, e encontra-se esta época, em condições ímpares para se reafirmar no contexto nacional (14 anos após a conquista do seu último titulo).

Artigo redigido por Diogo Lopes

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