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Futebol / Gostando ou não de Simeone, o Atlético continua aí…

Gostando ou não de Simeone, o Atlético continua aí…

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Está na moda falar mal de Diego Pablo Simeone. Sobretudo desde os recentes jogos frente ao Barcelona, muitos dos entendidos do mundo do futebol criticaram o futebol do Atlético por ser muito mais de “força” do que “espetáculo”, muito mais de “não deixar jogar” do que “jogar”, muito mais de “porrada” que “jogo bonito”.

Pois, para os mais distraídos, o Atlético de Madrid acabou de dar um “sabonete” daqueles ao Real Madrid C.F. mandando-lhes 4-0. E não é obra do acaso pois, nos últimos anos, raras são as vezes que o Real acaba o derbi com razões para sorrir.

Esses mesmos entendidos diziam, há uns 10 anos, que o Boavista de Jaime Pacheco tinha alcançado um grande feito por ter conquistado um campeonato, na base do “correr mais que os outros”, do “entrega acima de tudo”, do “pouco espetáculo”, da “porrada sempre que necessário – e sempre que desnecessário também” e, há uns meses atrás, todos elogiaram o trabalho do argentino por ter sido campeão espanhol contra Ronaldo e Messi e por ter falhado a Champions por… um pormenor.

Esses entendidos esquecem-se de uma coisa: o Atlético de Madrid foi campeão espanhol e perdeu 3 ou 4 elementos fundamentais no seu plantel: Thibaut Courtois voltou ao Chelsea Football Club, para onde também foram Diego Costa e Felipe Luis.

Aos seus rivais chegaram, pelo contrário, mais uns craques: o Real foi buscar Toni Kroos e James Rodriguez Oficial, o FC Barcelona foi buscar Luis Suarez, Ivan Rakitić.

O Atlético venceu a Supertaça de Espanha (o Atlético não a ganhava há quase 30 anos). Eliminou o Real da Taça (caiu depois com o Barcelona). Limpou o seu grupo na Champions e ficou, hoje, a 4 pontos da liderança do campeonato.

Desde que chegou a Madrid para treinar, há menos de 4 anos, só ganhou, e com muito menos argumentos que os dois rivais:
1 Campeonato
1 Taça
1 Supertaça
1 Liga Europa
1 Supertaça Europeia

É quase tão fácil adorá-lo (por fazer com pouco o que outros não fazem com muito) como odiá-lo (é agressivo e não se importa de jogar feio) mas, agora pergunto eu: no fim de tudo, para a história, o que é que fica? Que ele punha a equipa a jogar futebol bonito ou que já ganhou em 4 anos mais que todos os treinadores que por ali passaram nos últimos 30 e que já venceu quase tudo o que poderia ganhar?

É que se querem um treinador que ponha a equipa a jogar bonito, ponham lá o Peseiro, e depois vejam o que ele ganhou com isso…

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