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Futebol / Grandes Momentos do Futebol #1

Grandes Momentos do Futebol #1

Milan vs Liverpool (3-3, 2-3 no desempate de grande penalidades) – Final da Liga dos Campeões 2005 

 

Nunca antes um jogo de futebol e o país em que esse mesmo jogo se realizou se relacionaram tão bem. A intensidade e a imprevisibilidade da partida fizeram jus à forma emotiva e entusiasta como os adeptos turcos encaram um jogo de futebol.

De um lado estava o Milan com uma das equipas mais fortes de que a Europa tem memória. Em relação à final de 2003 saíram do 11 Costacurta, Kaladze, Rui Costa e Inzaghi, entrando Cafu, Stam, Kaká e Crespo. Tendo em conta que grande parte dos jogadores que estiveram presentes nestes jogos contribuíram também para a conquista da Liga dos Campeões em 2007, torna-se percetível que a estabilidade foi uma das chaves do sucesso da formação italiana na primeira década do século XXI.

 

Em cima: Maldini, Dida, Shevchenko, Stam, Nesta e Seedorf                                                         Em baixo: Kaká, Pirlo, Gattuso, Crespo e Cafu

 

Do outro lado estava um Liverpool desprovido de grandes estrelas, mas com um leque alargado de jogadores muito interessantes (Gerrard, Xabi Alonso, Baros…).

 

Em cima: Traoré, Xabi Alonso, Hyypia, Dudek, Carragher, Kewell                                               Em baixo: Finnan, Baros, Luis García, Gerrard, Riise

 

A equipa milanesa apresentava-se assim em Istambul como claramente favorita à conquista da principal prova de clubes a nível europeu e provou esse mesmo favoritismo desde os primeiros minutos de jogo.

A partida começou praticamente com o golo dos italianos. Aos 50 segundos, o mítico Paolo Maldini respondeu com um volley incrível a um livre cobrado por Andrea Pirlo.

A formação da cidade dos Beatles soube reagir, mas nunca com a consistência necessária. O meio campo comandado por Rafa Benitez concedeu muito espaço aos jogadores do Milan na 1ª parte. Kaká aproveitou esse mesmo espaço para realizar uma série de incurssões com a bola controlada, criando assim muito perigo. O criativo  brasileiro foi mesmo o homem da 1ª parte. Já depois de ter assistido Shevchenko num golo que foi anulado por fora de jogo, Kaká lançou o ucraniano para este assistir Crespo no 2-0 e fez ele próprio o passe decisivo (e que passe!) para o argentino no 3-0.

Perante a desvantagem, o Liverpool foi obrigado a reagir. Depois de remates perigosos de Xabi Alonso e de Shevchenko, Gerrard efetuou um excelente cabeceamento na sequência de um cruzamento de John Arne Riise, fazendo o 3-1.

 

 

O golo motivou a formação inglesa, tendo esta chegado ao empate em 6 minutos. Gerrard tinha apontado o primeiro golo da sua equipa aos 54 minutos, Smicer reduziu para 3-2 aos 56 e Xabi Alonso fez o empate aos 60 minutos. Até ao fim do jogo as oportunidades efetivas de golo foram nulas chegando-se com o 3-3 ao fim do tempo regulamentar.

É importante realçar a “ousadia” de Rafa Benitez na abordagem à 2ª parte. O técnico espanhol retirou um defesa (Finnan) e fez entrar um médio (Hamann), alterando assim a disposição tática para um muito mais ofensivo 3-5-2.

No prolongamento, a formação de Carlo Ancelotti foi superior, tendo tido duas boas oportunidades de golo (ambas em remates de Shevchenko – excelente defesa de Dudek a um deles).

Por fim, na marcação de grandes penalidades, o Liverpool foi mais forte. Serginho, Pirlo e Shevchenko falharam para o Milan (Dudek defendeu o remate dos dois últimos), enquanto que do lado inglês apenas Riise desperdiçou a oportunidade.

Este jogo foi um dos exemplos mais claros da velha máxima de que “até ao apito final há sempre jogo”. Por toda a emoção de proporcionou aos adeptos do desporto rei, esta partida mereceu/merece este destaque.

 

 

 

 

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