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O Blog do Futebol em Portugal

Futebol / Grandes Momentos do Futebol #2

Grandes Momentos do Futebol #2

FC Porto vs SL Benfica (2-1) – Liga Portuguesa 2012/2013

 

50117 espetadores no Estádio do Dragão. Equipas separadas apenas por 2 pontos. Penúltima jornada do campeonato. Estavam reunidas todas as condições para se assistir a um grande espetáculo de futebol.

O Benfica vinha fazendo, porventura, a melhor época do clube nos últimos anos. A equipa encarnada chegava ao mês de maio no comando da Liga Portuguesa e qualificada para as finais da Liga Europa e da Taça de Portugal.

O Porto chegou a este jogo “apenas” com a possibilidade de conquistar o título nacional. Apesar de não apresentar um futebol tão atrativo como o adversário e de já estar afastado de todas as outras competições, é necessário enaltecer a consistência apresentada pela equipa portista ao longo de todo o campeonato.

Ambas as formações apresentavam-se praticamente na máxima força. O FC Porto iniciou o jogo no seu habitual 4-3-3, enquanto que o Benfica ajustou o seu 4-4-2 para um 4-2-3-1 (Jesus prescindiu de um homem mais avançado (Cardozo ou Rodrigo) e optou por colocar Gaitán na posição de médio ofensivo).

Do lado encarnado, qualquer resultado que não fosse a derrota seria aceitável (isto apesar da vitória consagrar os pupilos de Jorge Jesus como campeões nacionais). Do lado azul e branco, apenas a vitória interessava.

O respeito pelo adversário e o equilíbrio reinaram na primeira metade da partida. O Benfica conseguiu chegar à vantagem por intermédio de Lima. Na sequência de um lançamento lateral, e após alguma confusão na área, o avançado brasileiro reagiu mais rápido que todos os adversários e inaugurou o marcador quando estavam decorridos 18 minutos de jogo. A resposta portista não se fez tardar: aos 24 minutos Varela tentou o cruzamento pela esquerda, a bola desviou em Maxi Pereira e acabou por trair Artur Moraes. Estava feito o empate no Dragão.

Na segunda metade do encontro, o FC Porto, motivado pelo fato casa e pelo facto de apenas a vitória servir os seus interesses, cresceu e passou a dominar o jogo. Jorge Jesus optou por baixar as linhas (fez entrar Roderick para o lugar de Gaitán), abdicando quase na totalidade da possibilidade de chegar ao segundo golo.

Já depois de James ter enviado uma bola ao poste, o “grande momento” do jogo chegaria ao minuto 91 (e não ao 92, como a grande maioria pensa).

Após uma excelente combinação entre Kelvin e Liedson (dois jogadores lançados no decorrer da segunda parte), o primeiro desferiu um potente e colocado remate de pé esquerdo, não dando qualquer hipótese ao guarda-redes adversário.

Jesus ajoelhou. Vítor Pereira correu de felicidade pelo relvado. Na jornada seguinte ambas as equipas venceram e o FC Porto sagrou-se campeão nacional pela terceira vez consecutiva (27 títulos no total).

Qualquer adepto de um destes clubes se recorda deste jogo. Do lado benfiquista, este será sempre o pior momento de uma das épocas mais dececionates do clube (dececionante no sentido em que o Benfica esteve quase a vencer três competições e acabou a temporada sem títulos conquistados). Do lado portista, o golo de Kelvin fê-lo subir à “categoria dos deuses”. Este jogo representará sempre uma das reviravoltas mais marcantes da história do clube.

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