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Futebol / Grupo H Liga Europa: Braga sai vivo para a última ronda

Grupo H Liga Europa: Braga sai vivo para a última ronda

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É certo que o Braga não saiu esta noite da Bélgica com o apuramento garantido, mas não se pode dizer que a comitiva bracarense possa sair desanimada com este empate a duas bolas perante o Gent, na 5ª jornada do Grupo H da Liga Europa. Os belgas (que no ano passado até atingiram os oitavos-de-final da Liga dos Campeões) têm mostrado, ao longo da fase de grupos, que são uma equipa muito competente e prometem dificultar a vida dos minhotos até final. Ainda assim, o Braga só depende de si.

Os primeiros minutos da partida ditariam, desde logo, a postura de ambas as equipas na primeira parte. Um Gent com mais bola, um Braga mais expectante. Os belgas são uma equipa viciada no jogo pelos corredores. Aproveitando a projeção dos alas, num esquema de três defesas, o Gent consegue sempre criar muitas dificuldades aos seus adversários a partir daí. E o Braga que o diga. O jogo da primeira volta foi exemplo disso mesmo.

No entanto, hoje foi diferente. O Braga conseguiu inicialmente bloquear o jogo pelas alas da equipa belga. Com um bloco não muito alto, mas muito compacto e com os jogadores bastantes solidários, os minhotos impediram que o Gent criasse muitas oportunidades de perigo nos primeiros minutos de jogo. A única exceção foi talvez um remate de Milicevic aos 9 minutos, bem intercetado por Rosic.

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O Braga estava confortável na partida, apesar de ter menos bola não via o seu adversário penetrar no seu bloco defensivo com grande ameaça. E melhor ficou quando, aos 14 minutos, Stojilijkovic marca o primeiro golo do jogo, aproveitando uma defesa incompleta de Thoelen, após remate de Ricardo Horta. Tudo corria de feição a uma equipa minhota que vinha claramente com a lição bem estudada para a Bélgica.

Nesta fase, naturalmente, o Gent teria que fazer mais se quisesse alterar o resultado negativo. Com o passar dos minutos, a equipa belga percebeu que a chave poderia estar em aproveitar o corredor central, tão desprezado nos primeiros minutos da partida. Os médios-centro, Esiti e Renato Neto, começaram a dar-se mais ao jogo ofensivo dos belgas, e os próprios avançados começaram a descer mais no terreno para jogar em apoio e permitir que o jogo fluísse de outra forma, com variação entre corredores.

A ajudar à melhoria belga, esteve o facto de o Braga ter praticamente abdicado de atacar durante largos minutos na primeira parte. Fosse pela boa reação à perda de bola por parte do Gent, fosse por manifesta ineficácia minhota, o que é certo é que os belgas começaram a empurrar cada vez mais o Braga para zonas defensivas. O golo (acrobático) de Coulibaly, aos 32 minutos, acabou por não ser surpreendente, pois refletia a completa superioridade do Gent.

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Mas o futebol não é uma ciência exata. E, incrivelmente, o Braga teve a melhor resposta possível ao golo da igualdade. Apenas três minutos depois, Hassan volta a colocar os bracarenses em vantagem, ao aproveitar um novo deslize de Thoelen, após remate de Wilson Eduardo. Tudo voltava ao plano de há escassos minutos atrás, para felicidade dos minhotos. Só que, desta vez, durou pouco. Logo de seguida, Matheus retribui a prenda do guarda-redes belga, ao deixar escapar uma bola que parecia ganha e permite o golo do empate a Milicevic. Era um jogo de loucos!

A segunda parte iniciou-se com um lance que se tornou um clássico nesta partida. Remate de meia-distância de Wilson Eduardo, Thoelen com uma defesa incompleta e Ricardo Horta a aproveitar para alvejar a baliza belga. Só que desta vez a bola embateu na barra! A fase inicial dos segundos 45 minutos foi de facto bastante viva. Bola cá, bola lá. O jogo estava partido e foi aqui que mais vezes vimos o Braga realmente perto da baliza belga.

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No entanto, sensivelmente a meio da segunda parte, o Gent voltou a tomar o controlo da partida com mais qualidade, remetendo os minhotos a tarefas defensivas. Simon, isolado, esteve perto de marcar aos 64 minutos, mas seria de novo o Braga, num dos últimos verdadeiros contra-ataques de que dispôs, a ter a melhor chance. Hassan não conseguiu bater Thoelen, quando até tinha Ricardo Horta e Wilson Eduardo em boa posição para dar sequência ao lance.

A partir daqui só deu mesmo Gent. O Braga abdicou claramente de sair a jogar, mostrando que o empate até servia os seus interesses. Coulibaly, aos 78 minutos, e Milicevic, quatro minutos depois, quase adiantaram os belgas, nas que seriam as suas derradeiras oportunidades. O Gent pressionou muito no final, mas sem grande objetividade, não tendo reais situações de golo iminente.

Na Ucrânia, sem grandes implicações para o jogo da Bélgica, o Shakhtar confirmou o estatuto de melhor equipa do grupo, vencendo o Konyaspor por 4-0. A equipa de Paulo Fonseca que, até já tinha garantido o primeiro lugar, confirmou que é mesmo uma equipa à parte neste grupo. No jogo de hoje, perante pouco público em Lviv, até foi Bardakci, com um auto-golo, a dar vantagem aos ucranianos. Vantagem essa que seria confirmada e dilatada com golos de Dentinho, Eduardo e Bernard, estes dois últimos já na segunda parte.

Para a última e decisiva jornada, ao Braga só lhe compete vencer Shakhtar para não esperar por nenhum favor vindo da Turquia. Caso não conquistem a vitória, os bracarenses terão que esperar que o Gent não vença na deslocação ao terreno do Konyaspor para garantir uma vaga nos 16-avos de final da Liga Europa.

Classificação
1º Shakhtar – 15 pontos
2º Braga – 6 pontos
3º Gent – 5 pontos
4º Konyaspor – 1 ponto

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