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Futebol / Itália 1-1 Espanha | Cinismo italiano volta a frustrar ambições espanholas

Itália 1-1 Espanha | Cinismo italiano volta a frustrar ambições espanholas

O empate é o resultado mais comum nos jogos entre Itália e Espanha.

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Daniele de Rossi evitou a derrota dos italianos com um golo marcado na sequência de uma grande penalidade

Esta noite, Itália e Espanha empataram a uma bola em Turim, no Juventus Stadium. Num jogo dominado do princípio ao fim pela Roja, os italianos voltaram a fazer uso da sua tão conhecida matreirice para evitar a redenção dos espanhóis, que haviam sido eliminados precisamente pela Squadra Azzurra no Campeonato da Europa do passado verão.

Giampiero Ventura, que cumpriu o seu segundo jogo à frente da seleção italiana, dispôs os seus jogadores no já habitual 3-5-2 trazido por Antonio Conte. Na baliza, o lendário Gianluigi Buffon voltou a ser titular, ao passo que Barzagli, Bonucci e Romagnoli – que substituiu o castigado Chiellini – compuseram o eixo defensivo. Para as três posições do centro do campo, o selecionador italiano elegeu Riccardo Montolivo, Daniele De Rossi e Marco Parolo, tendo sido Mattia De Sciglio e Alessandro Florenzi os laterais-ofensivos da equipa. Na frente, Éder jogou no apoio ao ponta de lança Graziano Pellè, jogador que, apesar de estar a jogar no campeonato chinês, foi chamado para representar a sua seleção.

Se do lado italiano a grande baixa foi Giorgio Chiellini, do lado espanhol foi impossível não reparar na ausência do histórico Iker Casillas nos convocados de Julen Lopetegui, tendo o guardião do FC Porto assistido à exibição pouco trabalhosa do seu compatriota David de Gea diretamente do sofá. Assim, a seleção espanhola apresentou-se num 4-3-3 muito semelhante ao do Barcelona, com Carvajal, Sergio Ramos, Piqué e Jordi Alba a formarem a linha defensiva. No meio-campo, Sergio Busquets apresentou-se na cobertura a Iniesta e Koke. Por fim, David Silva, Diego Costa e Vitolo foram os atletas eleitos para a frente de ataque.

Este jogo foi igual a tantos outros quando se tem a Itália pela frente, uma seleção que não se importa de abdicar da posse de bola, defendendo com uma coesão incrível e procurando faturar em impiedosos contra-ataques. Assim, a Espanha foi forçada a puxar dos galões para criar perigo junto da baliza defendida por Buffon.

Logo desde os primeiros minutos, os orientados de Julen Lopetegui tentaram trocar a bola de forma rápida e criativa, numa tentativa de desmontar o sempre irrepreensível esquema italiano. Na primeira parte, a Itália não saiu do seu meio-campo, tendo sido totalmente engolida pelos jogadores espanhóis, que recuperavam a bola com uma rapidez incrível e formavam uma teia no último terço do campo. Apesar deste domínio asfixiante, a Espanha não foi capaz de criar ocasiões de grande perigo, com os lances de golo mais flagrantes a serem ambos desperdiçados por Gerard Piqué. Assim, não foi de estranhar que não se tenham visto golos nos primeiros 45 minutos, pese embora o facto de os forasteiros terem estado inquestionavelmente na mó de cima.

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A seleção espanhola sentiu dificuldades em materializar o enorme volume de posse de bola em golos

À entrada para a segunda parte, os transalpinos tentaram subir as linhas e defender mais longe da sua área, mas a máquina de posse de bola espanhola, dirigida pela classe de Iniesta, rapidamente se encarregou de deixar bem claro aquilo a que vinha. Assim, aos 55 minutos, a Espanha adiantar-se-ia no marcador através do sevilhano Vitolo, que soube tirar partido de uma pouco habitual falha de Buffon.

Se seria de se esperar que a seleção italiana reagisse ao golo sofrido, a verdade é que os espanhóis continuariam a dominar as principais incidências da partida sem grandes sobressaltos. Poucos minutos a seguir ao golo, Vitolo viria a beneficiar de nova oportunidade para marcar, desta feita rematando ao lado da baliza de Buffon. Apesar de o panorama parecer favorável aos visitantes, todos sabemos que, frente à Squadra Azzurra, nenhum resultado é garantido e tudo o cuidado é pouco.  Mal sabiam os espanhóis o que lhes iria custar a oportunidade falhada…

Assim, e fazendo novamente uso do seu cinismo, a Itália viria a ganhar uma grande penalidade, num dos poucos lances de ataque que desenhou em todo o encontro. Na conversão, De Rossi não vacilou, iludindo David de Gea e atirando o esférico para o lado contrário do guarda-redes.

Até final, a seleção italiana teve uma oportunidade para consumar a reviravolta no marcador, mas o resultado acabaria por não se alterar.

Com este resultado, Espanha e Itália caem para o segundo e para o terceiro postos, respetivamente, sendo agora a seleção albanesa a líder do grupo, que venceu esta noite o Liechtenstein por 2-0, seleção que ocupa a última posição, com 10 golos sofridos e sem qualquer golo marcado em dois jogos. Israel e Macedónia ocupam o quarto e o quinto lugares, respetivamente.

No próximo domingo, a Espanha vai até à Albânia com o objetivo de colocar um ponto final à senda de vitórias albanesa. A Itália tem voo marcado para a Macedónia.

Spain coach Julen Lopetegui gives indications during a World Cup Group G qualifying soccer match between Italy and Spain, at the Juventus Stadium in Turin, Italy, Thursday, Oct. 6, 2016. (AP Photo/Antonio Calanni) Soccer WCup 2018 Italy Spain

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