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Futebol / Joaquim Evangelista quer uma mudança radical na gestão do futebol portugês

Joaquim Evangelista quer uma mudança radical na gestão do futebol portugês

Em entrevista à Antena 1, o presidente do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF) diz que já deveria ter sido tomada há muito tempo uma decisão sobre o futuro da direcção da Federação Portuguesa de Futebol e sobre o Caso Queiroz. Joaquim Evangelista afirma que deve haver uma mudança radical na gestão do futebol português e que esta deve ser entregue aos jogadores:

“A decisão já deveria ter sido tomada há muito. O futebol português continua a passar ao lado das grandes decisões, seja nesta matéria, seja noutras igualmente importantes. O futebol português tem vivido dos sucessos da selecção nacional e dos clubes e tem-se esquecido da base. Toda a gente sabe que, na pirâmide em que se encontra estruturado o futebol português, o que fica na base – ao nível das associações e dos clubes – é que tem alimentado o sucesso das selecções nacionais. Mas temo-nos esquecido das bases do futebol português. Temos que arrepiar caminho. É hora de apostar nas equipas e naqueles que têm o conhecimento concreto do futebol português, quer na área desportiva, quer na área jurídica, económica ou organizativa. Estes são os quatro pilares em que assenta o futebol português, que tem que ter pessoas competentes e de qualidade, e não um qualquer político que aproveita uma oportunidade para atingir o seu fim pessoal. Tem que haver uma equipa plural que se preocupe com o futebol e com objectivos a médio e longo prazo, e não com os interesses económicos que se continuam a gerar à volta da selecção nacional. Este também é o momento dos jogadores. Aqueles que contribuíram para o sucesso do futebol português e que têm qualidades para fazer a sua gestão têm que ocupar os lugares que lhe são devidos, não podem aceitar qualquer cargo acessório ou artificial. Se olharmos para a Europa moderna do futebol são os jogadores que lideram as grandes reformas e tomam as grandes decisões de gestão do futebol. O mais grave é que esta questão está a assumir contornos políticos. Pode criticar-se ou não a posição do secretário de Estado do Desporto, mas a verdade é que é ele quem tem a pasta do desporto”, afirma.

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