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Futebol / Juventus 2-1 Nápoles | “Pipita” de ouro

Juventus 2-1 Nápoles | “Pipita” de ouro

Gonzalo Higuaín foi a grande figura deste fervoroso duelo.

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Bonucci e Higuaín marcaram os golos que deram a vitória à Juve

Esta noite, a Juventus recebeu e venceu o Nápoles por 2-1. Depois de, há duas jornadas, os homens orientados por Massimiliano Allegri terem perdido no San Siro (0-1) frente ao Milan, a vontade de vencer esta importantíssima partida era mais que muita.

Em relação à vitória a meio da semana diante da Sampdoria (4-1), a Vecchia Signora apresentou-se com três alterações no onze inicial. Assim, Dani Alves deu lugar a Barzagli no setor mais recuado, ao passo que Cuadrado e Marchisio foram rendidos por Lichtsteiner e por Khedira no miolo, respetivamente. Quanto ao Nápoles, foram também três as alterações no alinhamento, com Maggio a sair de cena para ser reposto pelo habitual titular Hysaj e com Diawara e Hamšík a entrarem para os lugares de Jorginho e de Zieliński.

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O Juventus Stadium encheu-se para o jogo da jornada em Itália

De um modo geral, podemos dizer que este foi um jogo que não desapontou – espetáculo dentro das quatro linhas, um ambiente fervoroso nas bancadas absorvido pelos intérpretes que o dignificaram dentro de campo e uma extrema paixão evidenciada por ambos os treinadores ao longo de mais de hora e meia de excelente futebol. Tomara que fosse sempre assim!

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Paulo Dybala e Marko Pjaca, ausentes devido a lesão, juntaram-se à claque da Juventus

Os primeiros minutos constituíram uma fase de estudo de parte a parte, com os atletas ainda à procura do melhor posicionamento em campo e da maneira ideal de ferir o adversário. Assim, não se geraram grandes oportunidades e o momento mais marcante de toda a primeira parte foi mesmo a lesão de Chiellini, que teve de ser substituído por Cuadrado, forçando, assim, uma alteração tática do 3-5-2 para um sistema em 4-4-2 com Miralem Pjanić a desempenhar as funções de um falso médio-ala, o que, logicamente, obrigou Alex Sandro a um grande esforço para fazer praticamente duas posições.

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Chiellini saiu lesionado aos 38 minutos, não sendo o tempo de paragem ainda conhecido

Apesar da carência de ocasiões de golo, o jogo estava bom, com ambas as equipas a trocarem bem a bola, de forma rápida, criteriosa e dinâmica. Por um lado, a Juventus apostava no ataque organizado, tentando criar perigo principalmente através das jogadas entre os elementos do meio-campo e os jogadores das alas, o que, aliás, é um das imagens de marca dos Bianconeri. Por outro lado, o Nápoles procurava surpreender uma instalada Juventus no seu meio-campo com rápidos contra-ataques conduzidos pela arte e pelo engenho de jogadores como Hamšík ou Lorenzo Insigne.

Chegou-se ao intervalo com um nulo no marcador, mas a segunda parte seria bem diferente e Leonardo Bonucci encarregou-se de deixar isso bem claro logo no início dos segundos 45 minutos. Deste modo, aos 50 minutos, na sequência de um belo volley de pé esquerdo e aproveitando uma “rosca” de um adversário, o defesa-central italiano – que, diga-se, joga extraordinariamente bem com os pés – viria a adiantar a sua equipa no marcador, para grande euforia dos adeptos da casa.

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Bonucci festejou um belo golo como só ele sabe

Quase sem tempo para se respirar, o Nápoles viria a chegar ao golo do empate, apenas quatro minutos depois de se ter visto em desvantagem. Com um passe genial, Insigne descobriu Callejón, que, frente a Buffon, finalizou com um toque de subtil de primeira, não dando quaisquer hipóteses de defesa ao lendário guardião italiano, que cumpriu esta noite meio milhar de jogos pela Juventus.

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Callejón ainda colocou o Nápoles na disputa pela vitória

O futebol praticado por ambas as equipas era agradável, com chegadas à área a acontecerem de parte a parte. Via-se que os jogadores sabiam o que estavam a fazer em campo, evidenciando a sua boa preparação para este duelo escaldante. Apesar do equilíbrio, o fator casa acabou por se fazer sentir, com os tiffosi da Juventus a empurrarem a sua equipa para a vitória.

Deste modo, o conjunto caseiro superiorizou-se à entrada para os últimos 25 minutos, tendo a ameaça concretizado-se quando o Pipita Higuaín marcou à antiga equipa – um belo golo, por sinal – fazendo o estádio vir completamente abaixo. De referir que o avançado argentino não festejou, apesar da importância do momento, não só para si, mas também para toda a equipa.

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Higuaín não festejou o golo que marcou à antiga equipa

Até final, o Nápoles ainda podia ter chegado ao empate, tendo causado calafrios junto da baliza defendida por Buffon por um par de vezes. Ainda assim, com grande maturidade, a Vecchia Signora fez uma gestão inteligente do jogo, corroborada por corajosas mas inteligentes mexidas por parte do treinador Allegri. Com este resultado, a Juventus reforça a liderança, obrigando Roma e Milan a vencerem os respetivos jogos para se manterem minimamente na luta pelo título que parece ir pender, pela sexta vez consecutiva, para o mesmo lado. Pelo menos no panorama atual, tudo aponta para tal. Por sua vez, o Nápoles fica com a vida complicada, a 7 pontos da liderança, podendo ser ultrapassado por Milan e Lazio e ver a Roma distanciar-se no segundo lugar.

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Depois desta derrota, o Nápoles fica numa situação bem complicada no que respeita à luta pelo título

Para encerrar, vale a pena voltar a salientar a grande qualidade que ambas as equipas apresentaram em campo e a forma como estas souberam honrar os adeptos presentes nas bancadas, revelando estar à altura de um jogo deste calibre. A grande figura deste jogo acaba por ser o matador Gonzalo Higuaín, por razões óbvias.

Ratings dos vários jogadores em campo segundo o algoritmo do portal Sofascore

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