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Futebol / Marítimo 1 – 0 Académica: o (des)conforto de somar pontos

Marítimo 1 – 0 Académica: o (des)conforto de somar pontos

Em partida a contar para a 24ª jornada da Liga, os madeirenses receberam nos Barreiros uma equipa da Académica a precisar de somar pontos urgentemente. Num jogo decidido nos momentos de remate à baliza, foi a equipa do Marítimo que acabou por sair deste jogo a respirar um pouco melhor, obrigando a equipa da Académica a voltar ao continente “debaixo de água”.

Alinharam os seguintes 11:

MarAAC - MarMarAAC - AAC

O Marítimo entrou mais ofensivo na partida, procurando assumir as despesas de um encontro que oferecia todas as condições para ser bem disputado até ao último segundo. Através de remates de Babá e de incursões de Patrick e João Diogo, o Marítimo ia ameaçando a baliza de um Trigueira em tarde inspirada. A Académica ia defendendo a sua baliza bastante bem, de forma muito organizada e sem “quebrar”, obrigando o Marítimo a recorrer ao remate de longe, apoiando-se no contra-ataque para procurar o golo.

As primeiras situações de perigo foram protagonizadas por Patrick, que obrigou Trigueira a duas boas defesas. Do outro lado, foi Gonçalo Paciência a esbarrar com Haghighi, deixando o guarda-redes um pouco “amassado”.

Ao intervalo registava-se o 0-0, que premiava mais a boa organização defensiva da Briosa do que os ataques dos insulares.

O Marítimo entrou bem melhor no segundo tempo e, logo aos 49′, deu resultado a estratégia ofensiva dos madeirenses. João Diogo entra na área e assiste o senegalês Babá, que finaliza a jogada com o calcanhar, colocando o Marítimo em vantagem.

Vendo o perigo que a desvantagem representava para a equipa da Académica, Gouveia lança em campo os portugueses Hugo Seco e Rafael Lopes, procurando chegar pelo menos ao empate, uma vez que a não-obtenção de pontos manteria a Académica numa situação classificativa péssima. Aos 66′ e 69′, os estudantes tiveram duas boas oportunidades de empatar o jogo: primeiro é Gonçalo Paciência a obrigar Haghighi a uma defesa apertada e depois é Hugo Seco que, isolado frente ao guardião iraniano, atira ao poste.

A Académica aumentava a pressão e agressividade do seu jogo, com o Marítimo a aguentar bem essas situações, sendo que agora eram os madeirenses a apostar no contra-ataque. Contra a estratégia do Marítimo veio uma lesão de Rúben Ferreira, que estava a ajudar a manter a consistência defensiva da sua equipa, obrigando Nelo Vingada a lançar Briguel no jogo.

Até ao final, ainda houve tempo para Diallo, também ele isolado, ver Trigueira negar-lhe o golo.

O jogo acabou com o 1-0 favorável ao Marítimo, que assim soma 28 pontos e conquista a primeira vitória caseira sob o comando de Nelo Vingada. Quanto à equipa da Académica, mantém-se no penúltimo lugar da tabela classificativa, abaixo da linha de água, numa tarde em que viu o Tondela aproximar-se. O Boavista é a primeira equipa acima da linha de água, com mais 2 pontos que os estudantes, que ainda tentam alcançar a manutenção.

Melhores em campo – o aniversariante João Diogo (28 anos) e Pedro Trigueira

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