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Futebol / Nápoles e Sporting na mesma semana? Não é a primeira vez para o Benfica

Nápoles e Sporting na mesma semana? Não é a primeira vez para o Benfica

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É já nesta semana que Nápoles e Sporting visitam o Estádio da Luz, adversários que já colocaram problemas ao Benfica de Rui Vitória num passado recente. E se a qualidade dos opositores já é elevada, o grau de importância das partidas não é menor. Principalmente o encontro com os italianos, decisivo para continuidade de ambos na Liga dos Campeões. Mas ter pela frente estas duas equipas na mesma semana e no seu próprio estádio não é novidade para as águias. Trazem, aliás, boas recordações pois as duas saíram derrotadas nessa ocasião.

O Benfica de Quique trava o Sporting de Paulo Bento

Ora o primeiro jogo dessa semana foi logo o derby de Lisboa. Desta vez a ordem dos jogos é inversa, pois cabe ao Nápoles visitar em primeiro lugar o reduto benfiquista. Mas, voltando ao clássico, o jogo com o Sporting era desde logo decisivo para o Benfica de Quique Flores. Os encarnados tinham iniciado o campeonato de uma forma algo intermitente. A um empate em Vila do Conde na 1ª jornada seguiu-se nova igualdade em casa, perante o FC Porto, a uma bola. Nem mesmo a vitória muito sofrida, por 4-3, em Paços de Ferreira, foi suficiente para aproximar o Benfica do rival da Segunda Circular. Os encarnados chegavam assim à 4ª jornada já a quatro pontos do Sporting.

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Os verde-e-brancos tinham iniciado a Liga de 2008/2009 da melhor forma possível. Três vitórias nas três primeiras jornadas. E uma delas em Braga, um reduto sempre difícil para os grandes. O clássico da Luz, no dia 27 de Setembro de 2008, era bem mais decisivo para o rival Benfica. Uma derrota dos encarnados nesta partida deixá-los-ia a sete pontos do Sporting.

O jogo foi pautado por um grande equilíbrio entre as duas equipas. Não se pode dizer que, até meio da segunda parte, houvesse um predomínio de uma sobre a outra. Mesmo o primeiro golo do Benfica, aos 67 minutos por Jose Antonio Reyes, surgiu de um remate de pé esquerdo que teve tanto de inesperado como de espetacular. O Sporting não teve tempo de reagir pois, cinco minutos depois, Sidnei fixaria o resultado final em 2-0, correspondendo com um bom golpe de cabeça a um livre lateral de Carlos Martins.

Nápoles afastado no regresso à Europa

E se o clássico jogado cinco dias antes tinha sido um jogo muito equilibrado, o mesmo não se pode dizer desta partida entre Benfica e Nápoles. Os encarnados fizeram uma das melhores exibições sob o comando do espanhol Quique Flores. A um início fulgurante, com oportunidades atrás de oportunidades (ainda que não concretizadas) seguiu-se uma segunda parte de igual nível, com melhor aproveitamento.

Os encarnados tinham perdido em Nápoles, no jogo da primeira mão, por 3-2. O resultado dava algumas esperanças e confiança na passagem à fase de grupos da Taça UEFA. Como foi já referido, o Benfica foi quase sempre superior. Os golos de Reyes (aos 56 minutos) e de Nuno Gomes (aos 82) vieram confirmar o favoritismo das águias e dar alguma justiça à eliminatória.

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Este confronto teve a particularidade de apadrinhar o regresso do Nápoles às grandes noites europeias (não obstante terem passado uma eliminatória antes de defrontarem o Benfica). Os napolitanos viam os encarnados como “padrinhos” de luxo neste regresso europeu após 14 anos de ausência. O percurso da equipa do sul de Itália foi curto nesse ano mas seria a base de futuras campanhas europeias mais bem-sucedidas.

Outro facto importante a destacar foi a cobertura do jogo ter ficado a cargo da Benfica TV naquela que seria a estreia deste canal. Aliás, foi uma transmissão experimental, pois o canal só abriria oficialmente cerca de dois meses depois, em Dezembro de 2008.

Um oásis numa época para esquecer

Esta semana traria duas vitórias importantes à equipa da Luz. Se o triunfo sobre o Sporting permitiu o encurtamento de distâncias para o rival, no jogo com o Nápoles o Benfica carimbou a passagem à fase de grupos da última edição da Taça UEFA. Contudo, a época não seria de muito boas memórias para as águias, contrariando as indicações dessa semana. Na Liga Portuguesa acabaram por não ir além do terceiro lugar, atrás de FC Porto e Sporting, falhando inclusivamente o acesso à Liga dos Campeões. E nas competições europeias, não conseguiram dar sequência ao brilharete perante o Nápoles, sendo eliminados logo de seguida na fase de grupos da Taça UEFA. Salvou-se a conquista da primeira Taça da Liga, naquela que seria a única época de Quique Flores no comando técnico do Benfica. O espanhol viria a ser substituído no final da temporada por Jorge Jesus.

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