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O que esperar da CAN? – Grupos B e C

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Futebol / O que esperar da CAN? – Grupos B e C

Depois de termos analisado o grupo A, é hora de passar aos grupos B e C. O grupo B começou com um choque: o empate da Argélia frente ao Zimbábue; e acabou com a primeira vitória em 4 jogos, graças ao Senegal que venceu por 2-0 a Tunísia.

A Argélia é talvez a principal candidata à conquista da competição e nem mesmo com uma primeira parte algo ‘frocha’ frente ao Zimbábue se deixou de mostrar a grande nível, principalmente na segunda parte, que dominou do início ao fim. Desde defesas a avançados, o único sector onde a seleção de Georges Leekens parece carecer de alguma qualidade é a baliza. Não esquecendo os defesas Ghoulam e Mandi, os argelinos têm ainda Soudani, Brahimi, Mahrez, Bentaleb e Slimani como principais armas e, com esta equipa, parecem não ir encontrar grandes dificuldades para avançarem até à final (ou, pelo menos, meia-final).

O Zimbábue não parece ser um grande perigo, apesar da eficácia que apresentou contra a Argélia de Brahimi e Slimani. O único nome que possa suscitar interesse é o de Marvelous Nakamba, jovem médio do Vitesse. A Tunísia também não é uma seleção a ter em conta na luta pelo apuramento, apresentando apenas Aymen Abdennour como ‘cabeça de cartaz’ no cartel Henryk Kasperczak.

O Senegal, uma das seleções favoritas à conquista do prémio, com a vitória obtida no primeiro jogo, só milagrosamente não se qualificará e só depende de si para acabar na primeira posição do grupo B. Quando se pensa em Senegal, pensa-se logo em Sadio Mané, porém o talento desta seleção não se fica por aí. Ao avançado do Liverpool juntam-se ainda Mame Diouf, Keita Baldé, Moussa Sow, Idrissa Gueye, Cheikhou Kouyaté e Abdoulaye Diallo, na baliza. Apesar de não terem dominado o seu jogo inaugural, mostraram que não estão na CAN para brincar e resolveram o jogo ainda antes do intervalo. Um dos grandes encontros da CAN acontece já na fase de grupos, opondo senegaleses e argelinos na (muito provável) luta pelo primeiro lugar.

Avançado para o grupo C, encontramos a bi-campeã Costa do Marfim, que também empatou o seu primeiro jogo. Os marfinenses confiam na experiência de Michel Dussuyer para revalidarem o título já conquistado em 2015 e o francês tem ao seu dispor nomes como Sèrge Aurier, Eric Bailly, Adama Traoré, Wilfried Zaha, Salomon Kalou e Wilfried Bony. Uma defesa sólida e um ataque forte podem ser suficientes para levar a Costa do Marfim longe na caminhada africana, porém o meio-campo fica a desejar num dos melhores coletivos da prova.

O Togo, por sua vez, tem no capitão Emmanuel Adebayor a única ameaça nos selecionados Claude Le Roy, pelo que seria um feito incrível passarem o grupo com a concorrência dos marfinenses, marroquinos e da sensação do grupo C, a República Democrática do Congo, que venceu Marrocos por 1-0. Bakambu, avançado do Villarreal, é um nome a seguir e com a vitória da sua seleção, o Congo está em muito boa situação para passar o grupo. Chancel Mbemba, defesa do Newcastle, e Marcel Tisserand, defesa do Ingolstadt, aparecem também como nome importante nos congolenses, que conseguiram anular uma seleção marroquina com potencial.

Os marroquinos contam com Mehdi Carcela nos 23 e também um português, Manuel da Costa, numa defesa comandada por Benatia. Boufal e Boussoufa completam o meio-campo numa seleção que apesar de se ter mostrado a bom nível, revelou uma falta de pontaria tremenda.

As contas do grupo C estão complicadas para Marrocos e pode mesmo ficar pelo caminho. Os marfinenses devem avançar sem dificuldades e o Congo pode surpreender e até passar o grupo.

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