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Futebol / OPINIÃO E ANÁLISE: O que a Roma precisa para começar a conquistar títulos?

OPINIÃO E ANÁLISE: O que a Roma precisa para começar a conquistar títulos?

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A Roma é um dos maiores clubes do futebol italiano, isso ninguém duvida ou questiona. Clube da capital italiana e único clube de Totti, um dos maiores ídolos do futebol do país. O problema é que apesar da tradição e de todos os jogadores talentosos, faltam resultados de expressão.

O último título da equipa foi a Taça da Itália de 2008. No cenário continental, o clube não consegue despontar e fazer frente aos gigantes do futebol europeu. Um clube como a Roma não pode se conformar com vice-campeonato ou conquista de vagas. É preciso vencer clássicos, ter sequência de resultados positivos e jogadores decisivos.

Totti está na sua 25.ª época e provavelmente a última com o manto romano. O clube não pode viver na dependência de seu ídolo até porque um clube não pode depender apenas de um jogador. A equipa precisa de confiança, estabilidade, atitude e força. Os jogadores precisam honrar o escudo que representam e começarem a almejar coisas maiores. Começando na Liga Italiana onde a Juventus tem conquistado todos os títulos nos últimos anos.

Luciano Spalletti voltou ao clube no ano passado e está na sua segunda passagem pelo clube. Foi o último treinador que conseguiu conquistar um título com a Roma. A equipa mudou bastante desde a saída de Rudi García, mas ainda não é o suficiente. Ainda há um longo caminho a ser percorrido e todo um processo para que a Roma comece a intimidar os adversários. Não se pode aceitar que um clube dessa dimensão passe 15 anos sem conquistar a Liga Italiana.

Na atual época o clube vendeu Pjanic para a Juventus. Ljajic, Dodô, Sanabria e Politano também foram vendidos, e Doumbia e Leandro Castán foram emprestados. Em compensação chegaram Alisson, Juan Jesus, Bruno Peres e Vermaelen. Nomes como Dzeko, El Shaarawy e Salah que estavam no clube por empréstimo foram comprados em definitivo o que é um ponto bastante positivo.

Na Liga Italiana, o clube se encontra na 2°posição atrás da Juventus e irá disputar ponto a ponto com clubes como: Napoli, Milan e Inter. O próximo duelo é contra o Empoli fora de casa e é preciso vencer para se manter firme. Já na Liga Europa, a equipa se encontra no GRUPO E com Áustria Viena, Viktoria Plzen e Astra Giurgiu. Nos 3 primeiros jogos da competição, o clube tem 1 vitória, 1 empate e 1 derrota. É preciso muito ainda para conseguir convencer e garantir a classificação para próxima fase com força máxima.

A 3°posição na época passada, os obrigou a disputarem os playoffs da Liga dos Campeões. O que parecia fácil acabou se tornando um grande problema pois havia o Porto no caminho. A Roma até conseguiu um bom empate por 1 a 1 fora de casa, mas sofreu um incrível 3 a 0 dentro do Estádio Olímpico e por isso está na Liga Europa.

Os tricampeões italianos investiram 98,1 milhões de euros nesta época. Deste valor, 15 milhões foram usados na compra do egípcio, Mohamed Salah que pertencia ao Chelsea. No começo do ano o clube trouxe o argentino Diego Perotti por empréstimo do Genoa e comprou-o em definitivo recentemente por 9 milhões de euros. Quando a equipa joga sem Totti e De Rossi, a faixa de capitão fica com Alessandro Florenzi, que concorreu ao prêmio Puskas na última época.

O clube venceu 8 dos 15 jogos que disputou na época até aqui, mas precisa fazer mais se quiser acabar com o jejum de títulos nacionais e começar a mostrar sua força na Liga Europa e Liga dos Campeões.

ANÁLISE TÁTICA

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A Roma pode facilmente jogar no 4-2-3-1 ou até em um 4-4-2. Com Szczesny na baliza com Alisson como sombra podendo atuar a qualquer momento, a equipa está bem servida de guarda-redes. Pelos flancos Bruno Peres dá velocidade e Florenzi a técnica. O italiano pode atuar também como médio. Na esquerda os brasileiros Emerson e Juan Jesus podem cumprir a função. Manolas, Vermaelen, Fazio e Rudiger disputam para fazerem a dupla de centrais titulares. Gérson, Strootman, Paredes e Iturbe são opções de talento que estão no plantel para somar qualidade, mas o grande destaque da equipa é quarteto ofensivo que conta com a técnica e a velocidade de Salah, El Shaarawy e Perotti e a precisão de Dzeko como referência.

Ainda é cedo para saber até onde esse plantel vai levar o clube, mas com um comando técnico, um planejamento tático, bons jogadores e apoio da claque, a Roma pode muito bem pensar grande e fazer dos sonhos a sua  realidade, assim como nos tempos de Batistuta, Montellla e tantos outros. É se inspirar no passado, jogar no presente e vencer no futuro.

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