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Futebol / Rescaldo do Clássico: visão portista

Rescaldo do Clássico: visão portista

O FC Porto venceu por duas bolas a uma o Sporting. Como portista, por razões óbvias, fiquei contente com o resultado e com a estreia de sonho de Tiquinho Soares, mas algo desapontado com a exibição da equipa, especialmente na segunda parte do desafio, onde praticamente só deu Sporting, algo que, ainda por cima no Estádio do Dragão, não devia acontecer.

Ser-se adepto do Futebol Clube do Porto esta época tem sido difícil, isto porque a equipa tem tido muitos altos e baixos, e nunca se sabe ao certo o que pode acontecer em quase todos os jogos. O último jogo “tranquilo” que fizemos foi provavelmente em casa contra o Moreirense, quando vencemos por 3×0. De resto, e muito principalmente nos jogos fora, tem sido um autêntico trinta e um. Os jogos contra o Estoril e contra o Paços, fora de casa, são perfeito exemplo disso. Com o Estoril, precisamos de esperar 80 minutos de uma exibição pouco perfumada para vermos André Silva ser rasteirado por Moreira na área, e contra o Paços, tivemos as nossas oportunidades, apesar de escassas, e nunca demos com o fundo das redes.

O que tem caracterizado esta formação de Nuno são os “adormecimentos”. Assim que o Porto ganha vantagem no marcador, tira de imediato o pé do acelerador. Os últimos dois jogos em casa, com o Rio Ave e agora com o Sporting, provam esta “teoria”. Em ambas as situações (1×0 no caso do Rio Ave e 2×0 no caso do Sporting), os respetivos adversários chegaram sempre ao golo e assumiram posições ameaçadoras na partida para com os azuis e brancos, provocando calafrios cardíacos aos adeptos da equipa. Infelizmente, tem sido sofrimento após sofrimento todos os fins de semana, e, apesar de estar minimamente confiante, creio que no próximo assim será outra vez, na nossa difícil deslocação ao D. Afonso Henriques.

Falando agora um pouco acerca do jogo de ontem em si. Foi “um autêntico teste cardiovascular” ao adepto portista. Foi um daqueles jogos em que só na primeira parte o Porto jogou. Mérito para Soares. Aquelas duas desmarcações deixaram-me bastante surpreendido pela positiva, pois com uma ou duas semanas de treino com a camisola portista, o entendimento com os colegas já está muito bom. Fora os lances dos golos também fez um excelente jogo, realizando tudo o que se lhe pretendia. Danilo e Oliver deram uma segurança e uma “rodagem” àquele meio campo, e Felipe e Marcano foram imperiais defensivamente.

A segunda parte foi, na minha opinião, um desaire considerável. Mérito também para o Sporting, que explorou melhor o meio campo da equipa da casa. A entrada de Alan Ruiz foi fundamental neste processo. O argentino trouxe ao jogo uma maior qualidade ofensiva à equipa de Jesus. A entrada de Esgaio também foi benéfica para o Sporting, porque o português deu a profundidade no flanco que Zeegelar, na altura com cartão amarelo, não deu. Contudo, a meu ver, o Porto tinha capacidade para travar as investidas dos verde e brancos, e não o fez. Não atribuo a culpa a ninguém em particular, mas, no cômputo geral, a má exibição do Porto na segunda parte também foi, e não em pequena parte, por demérito próprio. Faltou mais atitude na hora de abordagem ao lance, creio eu.

E assim continua a nossa aventura do presente ano. Nada está ganho, mas também nada se encontra perdido. Há que continuar a batalhar jogo a jogo. No próximo fim de semana deslocar-nos-emos a Guimarães, e sinceramente espero muitas dificuldades nesse jogo. Espero que Soares conheça as fragilidades da defensiva da antiga equipa e as explore! Os vimaranenses certamente serão um osso duro de roer, mas há que ganhar para pressionar novamente o Benfica.

Saudações!

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