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Futebol / SC Braga 3 – 0 Académica: quem vai à guerra…

SC Braga 3 – 0 Académica: quem vai à guerra…

Numa 16ª jornada jogada inteiramente à quarta-feira, houve em Braga uma “guerra desigual”, quase que adivinhada por Gouveia, que na conferência de imprensa de antevisão disse ir a jogo com “flechas” enquanto os outros levavam “mísseis”. Metáfora mais que perfeita para o que se viu no jogo de hoje.

Entraram no campo de batalha os seguintes 11:

Braga AAC BragaBraga AAC AAC

Banco do SC Braga – Tiago Sá, Wilson Eduardo, Crislan (70′ – Stojiljkovic), Rui Fonte, Rafa (64′ – Pedro Santos), Ricardo Ferreira e Mauro (51′ – Filipe Augusto)

Banco da Académica – Lee, Gustavo (40′ – Obiora), Obiora (35′- Rui Pedro), Marinho, Hugo Seco, Pedro Nuno e Rafael Lopes (57′ – Gonçalo Paciência)

O jogo em Braga começou bastante equilibrado, com ambas as equipas a dividir bem os primeiros minutos. O jogo disputava-se muito no meio-campo, algo que levou a um erro de Nuno Piloto logo aos 2’, que levou Hassan e João Real a disputar a bola até Trigueira a agarrar e… ficar no chão, quando João Real lhe caiu em cima. Alguns minutos de assistência ao guarda-redes, permitiram que as equipas se reorganizassem. Logo no minuto seguinte, Hassan “parte” os rins a Iago dentro da grande área da Briosa e deixa para Stojiljkovic que, de baliza aberta, falha o desvio.

A partir deste momento, o Braga cresceu em campo, assumindo as rédeas do jogo. Os estudantes iam respondendo por intermédio de Ivanildo e Gonçalo Paciência. Aos 13’, Nuno Piloto vê o amarelo por parar Pedro Santos à entrada da área. Livre frontal marcado contra a barreira. O jogo continuou numa toada de “ataque contra ataque”, com ambas as equipas a empenhar-se em construir jogo e chegar à baliza adversária. Alan e Luiz Carlos assumiam o jogo do Braga, enquanto Leandro e Ivanildo faziam a Académica avançar. Aos 26’, Nuno Piloto faz uma entrada fora de tempo sobre Luiz Carlos, à entrada da área do Braga. O árbitro Nuno Almeida mostra prontamente o segundo amarelo ao capitão da Académica, numa falta onde o mesmo não se justificava, uma vez que não parou um contra-ataque nem uma situação de perigo.

Com 10 em campo, a Académica ainda respondeu através de uma “cavalgada” de Ivanildo, que rematou sem efeito. Aos 31’, numa combinação perfeita no corredor direito, entre Pedro Santos, Baiano e Hassan, o egípcio aparece isolado na grande área, acabando por picar a bola sobre Trigueira. Estava feito o 1-0 em Braga, com os minhotos a aproveitar da melhor maneira a superioridade numérica.

Imediatamente após o golo, Filipe Gouveia tira Rui Pedro e lança Obiora, recuperado de lesão, que esteve em campo… 5 minutos. Aos 40’ Obiora cai sozinho, agarrado à coxa. Filipe Gouveia havia dito na conferência de imprensa que ia para esta guerra com “flechas”, enquanto os outros iam com “mísseis”, pois bem, só hoje já perdera 2 flechas. Entra o central William Gustavo para o lugar do nigeriano, passando a Académica a jogar com 3 centrais.

Mas nem 3 centrais impediram o Braga de marcar. Goiano, completamente solto na esquerda, tem tempo e espaço para fazer o cruzamento para o segundo poste. Stojiljkovic aparece também sozinho e cabeceia quase sem ângulo, contra Trigueira, com a bola a só parar lá dentro. Estava feito o 2-0 aos 45’.

Numa primeira parte completamente controlada pelo Braga, a expulsão de Nuno Piloto e a lesão de Obiora, a vantagem da equipa da casa era mais que natural.

 

No regresso dos balneários, mais do mesmo. O segundo tempo abre com uma bola ao poste de Stojiljkovic e com dois remates fortíssimos de Pedro Santos, com quem Trigueira travou um duelo interessante. Aos 51’ também um dos “mísseis” do Braga é afectado pela guerra. Filipe Augusto sai tocado e dá lugar a Mauro. Aos 57’, Gouveia esgota as substituições ao trocar Gonçalo Paciência por Rafael Lopes.

O jogo tomou um sentido único: o da baliza da Académica. O Braga impôs o ritmo de jogo que quis, contra uma Académica que já só conseguia defender, e por vezes bastante mal. Para dar a machadada final na equipa dos estudantes, Nii Plange ainda se lesiona na coxa, permanecendo em campo por ordem expressa de Gouveia, embora quase nem conseguisse caminhar. A Académica jogava com 9.

Os estudantes foram aguentando e aliviando os cruzamentos do Braga e os remates do recém-entrado Rafa, até que aos 85’ não deu mais. Alan cruza do lado direito da área, completamente sozinho, com Hassan a finalizar de forma simples e calma, algures no meio dos três centrais. Estava feito o 3-0.

Até ao fim do jogo ainda houve mais um remate ao poste por parte de Mauro.

 

Num jogo muito marcado pela expulsão de Nuno Piloto e pelas lesões em ambas as equipas, o Braga venceu com a maior naturalidade possível. A segunda parte foi de sentido único e de futebol muito lento, num jogo que podia perfeitamente ter dado em goleada. Na próxima jornada a Académica recebe o Tondela, um adversário directo, num jogo que pode ser crucial para a manutenção. Noite para esquecer para os estudantes.

Melhor em campo – João Real, pela solidez que conseguiu conferir à defesa da Académica.

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