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Futebol / Taça de Portugal Feminina: leoas afastam as actuais detentoras do título

Taça de Portugal Feminina: leoas afastam as actuais detentoras do título

Num jogo bastante suado para ambas as equipas, o Sporting acabou por ganhar 4-2, carimbando a passagem para a próxima fase da prova rainha. Catarina Realista, considera que este foi “um balde de água fria”.

Em Alcochete, jogou-se a 4ª eliminatória da Taça de Portugal feminina. Há exactamente uma semana, o Sporting Clube de Portugal e o Clube Futebol Benfica (Fofo) defrontaram-se, num jogo a contar para o Campeonato Nacional Feminino- Liga Allianz. Neste último confronto, as leoas haviam vencido por 3 bolas a 2, em Benfica.

O favoritismo estava do lado da equipa verde e branca mas as jogadoras de Benfica não queriam perder a oportunidade de ganhar a Taça de Portugal pelo 3º ano consecutivo. Os planos do Fofo caíram por terra e foram eliminadas da prova rainha.

Recorde-se que o Clube Futebol Benfica conseguiu, nas últimas duas épocas, conquistar a Taça de Portugal e o título de Campeão Nacional. No entanto, com a integração na Liga Allianz de equipas como a do Sporting Clube de Portugal ou Sporting Clube de Braga, o Fofo acabou por perder o seu lugar na liderança.   

O Fofo entrou na máxima força mas ao final dos primeiros vinte minutos as leoas já ganhavam por 2-0, com golos de Diana Silva (19’) e Tânia Pinto (20’). O Clube Futebol Benfica conseguiu também colocar a bola, duas vezes, na baliza adversária mas apenas um dos golos foi validado pela equipa de arbitragem. Foi Sílvia (29’) quem marcou o golo da equipa visitante. O Clube Futebol Benfica manteve a confiança, apesar da desvantagem no marcador.

À entrada da segunda parte, Solange (57’), melhor marcadora do Campeonato, conseguiu aumentar a distância no marcador com um belo golo de cabeça. Joana Flores entra para o lugar de Sílvia Pinheiro, marca golo mas a bandeirola do fora-de-jogo foi novamente levantada. O Clube Futebol Benfica corria atrás do prejuízo e conseguiu criar algumas situações de perigo.

Aos 72 minutos, Ana Capete marca o 4º golo das leoas. Sob grande onda de protestos, as jogadoras do Fofo pedem a não validação do golo. O árbitro desvaloriza e manda a bola seguir do meio campo. Nesta segunda parte, é ainda de referir a estreia de Amélia Pereira, novo reforço das leoas e grande referência nacional do Futebol Feminino. Já no final do tempo regular, Filipa Patão (89’) ainda marcou um golo para o Clube de Benfica mas não foi o suficiente para passar à próxima fase.

Catarina Realista, número 8 do Clube Futebol Benfica esteve à conversa com o Futebol Portugal e fez-nos o balanço deste encontro e das recentes reestruturações do Futebol Feminino.

O sonho do Jamor acabou hoje em Alcochete. Tendo a sua equipa vencido, por dois anos consecutivos de taça de Portugal, a que é que sabe esta derrota?

“Obviamente que estamos descontentes com o facto de termos perdido. Sabemos que o campeonato neste momento é muito difícil e não dependemos apenas de nós. A taça de Portugal era um título que nós queríamos voltar a ganhar, infelizmente não conseguimos.”

Acha que foi um resultado justo?

“O resultado, eu considero que foi justo. O Sporting foi superior mas ressentimo-nos muito após o primeiro e terceiro golo.”

Neste momento, estão em 3º lugar na classificação para o campeonato. Considera que o titulo ainda é possível?

“É sempre um balde de água fria. Nós estávamos nas competições para ganhar, todas, independentemente de fosse qual fosse. Claro que vamos continuar motivadas até o final do campeonato. Enquanto matematicamente por possível, estamos na luta.”

Acredita que a integração de clubes como o Sporting e do Braga, clubes com uma estrutura e massa associativa enorme, vos faz ter mais visibilidade no geral? Está contente com esta integração?

“Esta integração trouxe uma maior visibilidade ao futebol feminino. Como referiu, são clubes que têm uma enorme massa associativa, têm canais de televisão, etc. Não podemos esquecer o forte apoio e o forte investimento que a Federação tem vindo a fazer ao longo destes últimos anos.

Se estou contente? Pode se dizer que sim, são equipas que vieram trazer mais qualidade ao Futebol Feminino em Portugal. Contrataram jogadoras que, em determinado momento da sua vida, decidiram que jogar lá fora seria mais proveitoso por serem campeonatos de maior qualidade. Obviamente que essas jogadoras trazem mais qualidade ao Campeonato Nacional. No entanto, também temos de ver o lado menos bom: o facto de terem entrado logo para a 1ª divisão sem passaram antes pela 2ª divisão. Para alguns clubes pode ser injusto mas foi uma decisão da Federação e temos de respeitar. A meu ver, foi uma estratégia para que o Futebol Feminino começasse a ter mais visibilidade.”.

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