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Vitória SC 0-2 FC Porto | Dragões passam teste difícil

Noite marcada pelo golo de Soares à antiga equipa.
Futebol / Vitória SC 0-2 FC Porto | Dragões passam teste difícil

Após a vitória de ontem do Benfica diante do Arouca (3-0), o Futebol Clube do Porto estava obrigado a vencer hoje o Vitória Sport Clube, no Estádio D. Afonso Henriques, de modo a manter-se colado aos atuais tricampeões nacionais no topo da tabela classificativa.

Depois da vitória no clássico diante do Sporting, os homens orientados por Nuno Espírito Santo estavam mais que motivados para o sempre fervoroso duelo em Guimarães, cidade onde o clube da Invicta já não vencia desde 2012/2013, quando goleou por 4-0. Apesar do historial desfavorável das últimas temporadas, os dragões acabaram por conseguir superar o adversário, numa noite que ficou marcada pelo golo de Soares à antiga equipa.

O FC Porto contou com o habitual apoio dos Super Dragões

Desde início, assistiu-se a um desafio jogado a um ritmo muito baixo, com as oportunidades de golo a escassearem para ambos os lados. A primeira meia hora de jogo foi pautada pelo equilíbrio, tendo o lance de maior perigo – ou menos inofensivo – saído dos pés de Maxi Pereira, que rematou à figura de Douglas já dentro da grande área. Do lado vimaranense, apenas Rafael Martins tentou a sua sorte nesta fase inicial, ao ter disparado muito ao lado da baliza defendida por Casillas, num lance que, apesar de tudo, mereceu os aplausos do técnico Pedro Martins.

À passagem do minuto 36, e sem nenhum motivo aparente que o fizesse prever, o FC Porto chegaria à vantagem, isto após um lance atabalhoado na área vimaranense, onde apareceu Soares, livre de marcação, a atirar com grande finess para o 1-0, resultado que se manteria até ao intervalo. O avançado sul-americano não festejou o importante tento, em sinal de respeito pelo clube que representou até ao final de janeiro, naquele que foi o terceiro golo em apenas dois jogos pelos dragões.

No final dos primeiros 45 minutos, o grande destaque era, naturalmente, o aproveitamento total azul e branco das oportunidades criadas, que acabava por omitir a clara falta de criatividade da equipa.

Numa noite de pouca inspiração, os dragões acabaram por ser felizes

No segundo tempo, o jogo não mudou muito de feição. O Vitória dominava a posse de bola, mas era demasiado inconclusivo nas suas jogadas, nunca tendo incomodado verdadeiramente Iker Casillas. Nesta etapa complementar, foram muitos os passes falhados e era evidente uma tremenda displicência de parte a parte.

As alterações operadas por Pedro Martins na sua equipa revelaram-se infrutíferas e a verdade é que os da casa a pouco esforço obrigaram os visitantes para manterem a vantagem no marcador. Por sua vez, os dragões beneficiaram das entradas de Óliver, Corona e Diogo Jota em campo, que vieram refrescar uma equipa visivelmente desgastada e a perder o discernimento, tendo este último sentenciado o encontro após passe de Alex Telles, já perto do final do encontro, depois de, minutos antes, ter ameaçado a baliza defendida por Douglas com um tiro ao lado.

No final dos noventa minutos, era clara a ideia de que, (muito) mais do que pela exibição, este jogo valeu acima de tudo pelo resultado. Os azuis e brancos não foram brilhantes, mas a eficácia e o elevado sentido de oportunidade da turma hoje capitaneada por Herrera acabaram por se revelar decisivos no desfecho do encontro. Com este resultado, o FC Porto volta a ficar a um ponto do líder Benfica, consolidando a segunda posição, ao passo que o Vitória se mantém no quinto posto, ainda assim podendo ver o Marítimo aproximar-se e/ou ou Braga e o Sporting a distanciarem-se ainda mais na luta pelo pódio.

Nuno Espírito Santo ficou naturalmente satisfeito por mais uma vitória da sua equipa, num campo muito difícil

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